Você sabe o que é culto solene? Até a década de 1970 este assunto não era um problema ou tabú para os evangélicos. Era claro para todos, sejam os protestantes históricos, reformados e até mesmo os pentecostais a diferença entre o que era uma adoração solene e o que não era. Aquilo que deveria fazer parte do culto dominical e o que não deveria.
Nos dias atuais, este é um grande problema até mesmos as igrejas de herança reformada. Muitos pastores e membros tendem a argumentar que a Bíblia não faz a distinção entre o que é culto solene e o que não é. Esta mentalidade abriu de forma pragmática diversas práticas estranhas ao culto. Mas, é bom e necessário que se faça o devido esclarecimento deste assunto.
Em primeiro lugar, a Bíblia faz sim a distinção entre o que é, e, o que não é solene na adoração. Antes de tudo Ele mesmo instituiu o DIA DO DESCANSO, ou, o DIA DO SENHOR. De forma normativa este deve ser considerado um dia separado para o ajuntamento solene de todo o povo de Deus. O quarto mandamento no decálogo, claramente estabelece a distinção entre o que é o que não é o culto solene.
Em segundo lugar, é bom que se esclareça que princípios estabelecidos na antiga aliança permaneceram na nova aliança. Não me refiro as leis civis e cerimoniais do Antigo Testamento. Nesta caso, os paramentos dos sacerdotes, do sumo sacerdote e dos levitas, os utensílios e objetos do tabernáculo e, posteriormente do templo de Jerusalém, a arca da aliança, as festas judaicas, os sacrifícios de animais e outros símbolos que na antiga aliança apontavam para a vinda de Jesus Cristo.
Mas, entenda que em toda a Bíblia (antigo e novo testamento) encontramos explicitamente a ordem e o modo como Deus deseja ser cultuado solenemente. Ou seja, a Bíblia contém o que os reformadores chamaram de o PRINCÍPIO REGULADOR DO CULTO. Aliás, esta é uma expressão que não é mais conhecida em boa parte dos presbiterianos e reformados de nosso país.
Sendo assim, o culto solene é caracterizado por alguns critérios importantes. Primeiro, O culto é solene porque é público. Como já disse antes, envolve uma convocação de todos os crentes para se reunirem quando oportunamente durante a semana e indispensavelmente no domingo, o dia do Senhor. Por ser um ato público, claramente isto distingue de qualquer outra atividade que se possa realizar mesmo que envolva algum exercício devocional seja particular como em grupo.
Segundo, o culto solene tem o seu caráter didático e autoritativo. Deixe-me explicar com o seguinte exemplo. Imagine que você é amigo de um juiz. Ele te convida para um churrasco em sua casa obviamente o tratamento que você dá a ele é respeitoso devido ao seu ofício, mas, ainda sim, o momento permite uma relação informal. Mas, se no exercício de seu ofício, você é intimado a comparecer em uma audiência por esse juiz, você o tratará da mesma forma que em um churrasco entre amigos, ou, você seguirá todos os ritos necessários que aquele momento exige?
Da mesma forma isto também se aplica a adoração a Deus. O culto solene tem como objetivo infundir respeito, reverência e a seriedade. Isto não anula o fato que devemos exprimir alegria por ter o privilégio de usufruir dos benefícios da aliança de Deus com o seu povo. Contudo, não se pode simplesmente expressar uma alegria exacerbada, descontrolada, extravagante e sem qualquer noção de respeito. Creio que vale lembrar o que aconteceu com Nadabe e Abiú, filhos do sumo sacerdote Arão e sobrinhos de Moises. Foram mortos por Deus ao entrarem no tabernáculo com fogo estranho. Veja, que o ambiente e o momento exigia uma solenidade (Levítico 10: 1-2).
Quanto ao fato do culto solene ser didático, é importante lembrar que o que se faz no culto solene expressa o modo como nos comportamos diariamente. O culto solene acaba que sendo a vitrine da nossa vida particular e do nosso culto privado a Deus. Por isso, o culto solene é didático. Se somos irreverentes no modo e na ordem do culto publico a Deus, também somos irreverentes, desobedientes e sem qualquer noção de temor a Deus em nosso trabalho, família e sociedade.
Mas o seu aspecto didático se aplica no modo do como Deus semanalmente nos ensina a exercitar a nossa devoção a ele diariamente. Além do culto solene que indispensavelmente é realizado no dia do Senhor, ou, quando por convocação pública em outro dia da semana seja por algum motivo lícito e bíblico, temos também o culto doméstico e o culto particular.
Ambos estes exercícios devocionais devem ser aplicados nos mesmos moldes que o culto público. também neste sentido o culto solene é didático. Aprendemos o exercício do temor a Deus em qualquer circunstância. Já que, a reverencia a Deus não se aplica apenas na adoração pública, mas, em todo momento e principalmente quando estamos a sós ou em nossa intimidade.
Em último lugar, creio ser necessário esclarecer que toda convocação ou ajuntamento solene que é publico, é autoritativo e didático e tem o objetivo de adorar a Deus em uma ordem estabelecida ou litúrgica, isto caracteriza o culto solene. Existem praticas e atividades que são proibidas e pecaminosas em si mesmas. Mas, mesmo que algumas atividades em si mesma não sejam pecaminosas e saudáveis em momentos oportuno, ainda sim, elas podem se tornar pecaminosas por serem inseridas indevidamente ao culto solene.
O problema hoje é que muitos crentes perderam esta noção do que vem a ser proibido, o que não é apropriado e o que não convém, não apenas a adoração, mas, arrisco-me a dizer que em qualquer área da vida cristã. Mais ainda, se no culto solene há irreverência na ordem e elementos estranhos isto é tão grave quanto a inserção de objetos, imagens, esculturas e símbolos paganizados no culto. Em suma, isto é idolatria. É quebra do segundo mandamento.
Se a Bíblia não é suficiente para nos determinar sobre o modo como Deus deseja ser adorado, então jogue ela fora e siga uma outra religião que não seja o autentico cristianismo. Faça qualquer outra coisa, mas, não se declare cristão porque possivelmente o seu culto não é nos moldes cristão. Mas se você realmente é um cristão autêntico, a base de tudo é:
Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus. Não vos torneis causa de tropeço nem para judeus, nem para gentios, nem tampouco para a igreja de Deus, assim como também eu procuro, em tudo, ser agradável a todos, não buscando o meu próprio interesse, mas o de muitos, para que sejam salvos (Coríntios 10: 31-33).
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
sábado, 13 de setembro de 2014
DOIS PESOS DUAS MEDIDAS? ELEMENTOS ESTRANHOS NO CULTO SOLENE.
Como você reagiria a um grupo de militares dançando o hino nacional brasileiro adaptado ao funk? Bom, se você não sabe, a lei 7500 de 1º de setembro de 1971, e que, em 1992 foi reapresentado pelo então senhor Presidente da Republica Fernando Collor de Melo declara que é crime quaisquer adaptações, arranjos, ou, até mesmo a inserção de coreografias, danças, ritmos, mudanças da letra do hino nacional brasileiro. Veja bem, não é apenas desrespeitoso, mas é um crime.
Recentemente, várias pessoas, se manifestaram indignadas com a atitude de um grupo de alunos de uma escola que dançaram em ritmo de funk o hino nacional brasileiro. Entre elas muitos cristãos. Mas, é interessante observar o que tem acontecido ao longo dos anos dentro de nossas igrejas locais. Por que apenas consideraríamos estranho, desrespeitoso e até mesmo um crime este tipo de comportamento à um símbolo nacional, mas, não estranhamos o uso indevido de vários elementos desrespeitosos, irreverentes e anti-bíblicos na adoração pública?
Será que ainda não perceberam que dentro das igrejas locais, diversas práticas e ritos estranhos também estão inseridos na adoração solene? Creio que a própria dança, coreografia, realizações de milagres, exorcismos, como também determinadas mudanças no modo de orar, pregar e de se usar a musica na adoração são um claro exemplo disto. Até mesmo igrejas locais de nossa denominação presbiteriana estão mergulhando fundo nestas práticas. Qual argumento usado? "Aquilo que Bíblia explicitamente não proíbe pode ser usado no culto solene". Isto é um engano!
Você sabia que, assim como existem leis em nosso país que não permitem que os símbolos nacionais, e, isto inclui o hino nacional, sejam desrespeitados ou banalizados por qualquer outra forma ou expressão artística senão aquela que é devidamente determinada pelas autoridades, a Bíblia, da mesma forma, contém o que as confissões reformadas (que também são símbolos de fé) consideram como sendo o Princípio Regulador do Culto? Você sabia que as Escrituras nos revelam de forma clara e objetiva o que deve conter no culto solene? Você sabia também que da mesma forma que a lei pune aqueles que desrespeitam os símbolos nacionais Deus também condena o modo errado e elementos estranhos ao culto solene?
Então repito a indagação que aqui é feita por uma questão lógica e obvia. Se muitos de nós cristãos estranhamos e condenamos atitudes como a que exemplifiquei acima, se consideramos desrespeitoso alguém dançar funk com o hino nacional brasileiro, então, por que não nos indignamos com aberrações e praticas ilícitas em nossos cultos? Por que não condenamos da mesma forma as diversas danças irreverentes e estranhas no culto solene? Por que não estranhamos o fato de Deus está não apenas sendo desrespeitado, mas, de sermos irreverentes e idólatras quebrando o segundo mandamento onde não devemos acrescer, nenhum objeto, ou prática que não seja determinado por Deus?
Será que não entenderam o que é necessário e suficiente no culto solene? Será que não compreenderam que qualquer prática acrescentada ou modificada seja no modo como nos elementos de culto estabelecidos nos Escrituras é muito mais aberrante e grave do que o desrespeito aos símbolos nacionais de nosso país ? Se aqueles soldados do exército foram condenados a um ano de prisão pelo que fizeram com um símbolo nacional, imagine o que Deus já fez e ainda faz com aqueles que adulteram a adoração a Ele (Levíticos 10: 1-3).
O que nos ofende mais? Será que aquilo que é estranho a adoração a Deus não deveria ser por nós considerado algo mais sério? Não seria para Deus mais ofensivo tudo aquilo que rouba a sua glória? Então é muito simples. Estamos aqui falando de idolatria. Sim, é isso mesmo que você acaba de ler. E, a idolatria começa em nossas convicções e acabam que por se externalizar em nossos cultos solenes. O culto é como uma vitrine. Apenas reflete aquilo que está em nosso coração.
E aqui, vai uma outra questão interessante. Infelizmente, muitos que são membros de igrejas reformadas e presbiterianas, atualmente acham estranho a idéia de subscrição confessional aos símbolos de fé, ou seja, se submeter as doutrinas da Bíblia sistematizadas e expostas nos catecismos maior e breve e na confissão de fé de Westminster. Você que é presbiteriano, sabia que os símbolos de fé são autoridade sobre nós nos expondo aquilo que deve ser obedecido nas Escrituras? Você que é membro de uma igreja presbiteriana sabia que os símbolos de fé também prescrevem a luz das Escrituras, a nossa única regra de fé e prática, os princípios que regulam o culto solene a Deus?
A questão tratada aqui, não é de ordem apenas moral, mas, estamos lidando com princípios que devem regular a nossa vida com base na Palavra de Deus. Brincar com estes princípios é muito mais perigoso e mortal do que as ofensas a um símbolo patriótico. O que está em jogo é a nossa desobediência a vontade de Deus. É o nome Dele que está sendo tripudiado e ridicularizado por muitas pessoas. Se aquilo que é irreverente e pervertido no modo de cultuarmos não for considerado imundo, nojento e desprezível a luz das Escrituras, e então? O que seria a nós mais estranho e ofensivo? Creio que aqui cabe o seguinte ditado. Dois pesos duas medidas.
Recentemente, várias pessoas, se manifestaram indignadas com a atitude de um grupo de alunos de uma escola que dançaram em ritmo de funk o hino nacional brasileiro. Entre elas muitos cristãos. Mas, é interessante observar o que tem acontecido ao longo dos anos dentro de nossas igrejas locais. Por que apenas consideraríamos estranho, desrespeitoso e até mesmo um crime este tipo de comportamento à um símbolo nacional, mas, não estranhamos o uso indevido de vários elementos desrespeitosos, irreverentes e anti-bíblicos na adoração pública?
Será que ainda não perceberam que dentro das igrejas locais, diversas práticas e ritos estranhos também estão inseridos na adoração solene? Creio que a própria dança, coreografia, realizações de milagres, exorcismos, como também determinadas mudanças no modo de orar, pregar e de se usar a musica na adoração são um claro exemplo disto. Até mesmo igrejas locais de nossa denominação presbiteriana estão mergulhando fundo nestas práticas. Qual argumento usado? "Aquilo que Bíblia explicitamente não proíbe pode ser usado no culto solene". Isto é um engano!
Você sabia que, assim como existem leis em nosso país que não permitem que os símbolos nacionais, e, isto inclui o hino nacional, sejam desrespeitados ou banalizados por qualquer outra forma ou expressão artística senão aquela que é devidamente determinada pelas autoridades, a Bíblia, da mesma forma, contém o que as confissões reformadas (que também são símbolos de fé) consideram como sendo o Princípio Regulador do Culto? Você sabia que as Escrituras nos revelam de forma clara e objetiva o que deve conter no culto solene? Você sabia também que da mesma forma que a lei pune aqueles que desrespeitam os símbolos nacionais Deus também condena o modo errado e elementos estranhos ao culto solene?
Então repito a indagação que aqui é feita por uma questão lógica e obvia. Se muitos de nós cristãos estranhamos e condenamos atitudes como a que exemplifiquei acima, se consideramos desrespeitoso alguém dançar funk com o hino nacional brasileiro, então, por que não nos indignamos com aberrações e praticas ilícitas em nossos cultos? Por que não condenamos da mesma forma as diversas danças irreverentes e estranhas no culto solene? Por que não estranhamos o fato de Deus está não apenas sendo desrespeitado, mas, de sermos irreverentes e idólatras quebrando o segundo mandamento onde não devemos acrescer, nenhum objeto, ou prática que não seja determinado por Deus?
Será que não entenderam o que é necessário e suficiente no culto solene? Será que não compreenderam que qualquer prática acrescentada ou modificada seja no modo como nos elementos de culto estabelecidos nos Escrituras é muito mais aberrante e grave do que o desrespeito aos símbolos nacionais de nosso país ? Se aqueles soldados do exército foram condenados a um ano de prisão pelo que fizeram com um símbolo nacional, imagine o que Deus já fez e ainda faz com aqueles que adulteram a adoração a Ele (Levíticos 10: 1-3).
O que nos ofende mais? Será que aquilo que é estranho a adoração a Deus não deveria ser por nós considerado algo mais sério? Não seria para Deus mais ofensivo tudo aquilo que rouba a sua glória? Então é muito simples. Estamos aqui falando de idolatria. Sim, é isso mesmo que você acaba de ler. E, a idolatria começa em nossas convicções e acabam que por se externalizar em nossos cultos solenes. O culto é como uma vitrine. Apenas reflete aquilo que está em nosso coração.
E aqui, vai uma outra questão interessante. Infelizmente, muitos que são membros de igrejas reformadas e presbiterianas, atualmente acham estranho a idéia de subscrição confessional aos símbolos de fé, ou seja, se submeter as doutrinas da Bíblia sistematizadas e expostas nos catecismos maior e breve e na confissão de fé de Westminster. Você que é presbiteriano, sabia que os símbolos de fé são autoridade sobre nós nos expondo aquilo que deve ser obedecido nas Escrituras? Você que é membro de uma igreja presbiteriana sabia que os símbolos de fé também prescrevem a luz das Escrituras, a nossa única regra de fé e prática, os princípios que regulam o culto solene a Deus?
A questão tratada aqui, não é de ordem apenas moral, mas, estamos lidando com princípios que devem regular a nossa vida com base na Palavra de Deus. Brincar com estes princípios é muito mais perigoso e mortal do que as ofensas a um símbolo patriótico. O que está em jogo é a nossa desobediência a vontade de Deus. É o nome Dele que está sendo tripudiado e ridicularizado por muitas pessoas. Se aquilo que é irreverente e pervertido no modo de cultuarmos não for considerado imundo, nojento e desprezível a luz das Escrituras, e então? O que seria a nós mais estranho e ofensivo? Creio que aqui cabe o seguinte ditado. Dois pesos duas medidas.
sexta-feira, 21 de março de 2014
SALMO OITO - É ISSO QUE NÓS DEVERÍAMOS CANTAR NOS CULTOS
Se você é um daqueles que despreza os hinos, deixe-me explicar o que é um hino. Esta é uma categoria de música ainda usada nas solenidades públicas. O hino tem o objetivo de enaltecer ou, honrar uma instituição, uma pessoa ou um acontecimento marcante para esse povo. Temos o hino nacional brasileiro, o hino da independência e o hino a bandeira. Cada força armada (marinha, aeronáutica e exercito) tem o seu próprio hino.
Davi fez este hino para instruir o povo de Israel ao que deveriam lembrar em relação a sua história. Hinos sempre nos lembram fatos históricos marcantes. O brasileiro tem um problema sério com essa questão. Geralmente não lembramos de episódios tão marcantes a ponto de nos sentirmos tão patriotas e filhos do Brasil. Talvez, muita gente se lembra de coisas que aconteceram a pelo menos trinta anos atrás.
Você já ouviu falar das passeatas das diretas já, Brasil tetracampeão do mundo, a morte de João Paulo II? Quer dizer, isso não tem muito a ver com o Brasil. Pelo menos não é o que me parece até porque tem muito brasileiro achando que o papa e até Deus é brasileiro. Há sim! A morte de Ayrton Senna. Isso quase todo mundo lembra. Os nosso feriados e comemorações de sete de setembro e quinze de novembro são tão murchos e sem espírito de presença quanto a nossa memoria nacional. Diga-se de passagem, você sabe o que é comemorado no sete de setembro e no quinze de novembro? Que lástima!
Você já ouviu falar das passeatas das diretas já, Brasil tetracampeão do mundo, a morte de João Paulo II? Quer dizer, isso não tem muito a ver com o Brasil. Pelo menos não é o que me parece até porque tem muito brasileiro achando que o papa e até Deus é brasileiro. Há sim! A morte de Ayrton Senna. Isso quase todo mundo lembra. Os nosso feriados e comemorações de sete de setembro e quinze de novembro são tão murchos e sem espírito de presença quanto a nossa memoria nacional. Diga-se de passagem, você sabe o que é comemorado no sete de setembro e no quinze de novembro? Que lástima!
Mas, o povo de Israel tinha muito do que recordar e se "orgulhar enquanto nação. A história dos israelitas é rica principalmente dos relatos de guerras, batalhas e conquistas que até hoje são lembrados com fascinação e espanto. Entretanto, o próprio rei Davi quem corrige didaticamente o povo de Israel. Qual é o evento marcante para os filhos de Deus? A criação que nos revela a soberania e o poder de Deus em todas as coisas e seres que foram criados. O que o povo de Israel nunca poderia esquecer e tirar de sua história? Que os céus proclamam a gloria de Deus (Sl 19: 1). O que importa na consciência do povo não são seus reis, suas conquistas, guerras e os tempos de prosperidade mas, a gloria de Deus.
Se tem uma coisa que todos nós deveríamos saber e é uma das coisas que este salmo nos ensina é o que cantar nos cultos solenes. Meus caros músicos e líderes de suas respectivas equipes de músicas, se vocês realmente estão interessados em combater as imundícies musicais advinda das cloacas (significa fossa do banheiro) do mercado musical "evangélico", selecione cânticos e hinos que em seu conteúdo expressam não o que fazemos ou desejamos, mas quem é Deus e o que Ele faz.
O que de fato deve ser destacado em um hino ou cântico? Não deve ser outra coisa ou pessoa a não ser os feitos e o ser de Deus. O que devemos considerar como uma boa música evangélica? Se ela nos lembra de quem é Deus e o que Ele faz por meio de seu filho, para a glória Dele. Tudo começa com Ele e tudo é para Ele. Ele é Deus. Por isso o Salmista começa e termina seu hino dizendo uma frase apenas. SENHOR, Senhor nosso, quão magnifico em toda terra é o seu nome!
Veja que no meio do salmo ele diz: que é o homem, que dele te lembres E o filho do homem, que o visites? 5 Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória e de honra o coroaste. Mais uma coisa que o salmista nos ensina. O homem deve ser colocado no seu devido lugar na criação. Não cantem para si mesmos seus hipócritas e ainda usam porções das escrituras para disfarçarem a idolatria enrustida no seu coração soberbo e presunçoso. Na boca destes que determinam o repertório evangélico nas igrejas brasileiras não compreendem o que lemos acima. E pior do que isto, tanto não sabem como fazem o povo de Deus se esquecerem de Deus e de seus atributos.
Aqui, há um espaço importante para lembrar a importância dos hinos não só para manter uma tradição ou alimentar saudosismo nas pessoas. O hino é o recurso musical que leva a nossa mente a expressar uma reverência e louvor. Os gregos faziam isso em louvor aos seus deuses e heróis. Em geral, os templos eram locais públicos não apenas para reverenciar os deuses, mas também, para assembleias politicas, audiências públicas e tribunais. Como religião e politica não estavam separados da vida dos gregos, naturalmente entoavam hino para cada momento.
Não foi diferente com o povo de Israel. Da mesma forma, vários salmos são hinos que convocam o povo a reverenciar e louvar ao verdadeiro e único Deus. E, não deve ser diferente com o povo de Deus na nova aliança. Os hinos não devem perdurar porque são considerados patrimônio histórico das igrejas antigas como se fossem meras peças de museu mas, porque a sua didática nos coloca em nosso devido lugar de criaturas em louvor o seu Criador.
O grande problema que claramente detectamos é que a disposição do coração das igrejas de hoje não é cantar os feitos e o ser de Deus, mas é destacar a si mesmos, suas obras, desejos e necessidades pessoais. Se não destacamos em nosso hinos a pessoa e atributos de Deus, significa que nos esquecemos Dele. Ele não faz parte da nossa adoração. Alguém ou alguma coisa está sendo adorado, menos Deus.
Assim podemos entender que a lástima da amnésia dos brasileiros também é a lástima da realidade espiritual de nossas igrejas. Por isso que hinos estão sendo substituídos por músicas mais comoventes e agitadas. Você já parou para analisar que a música é um exercício para memória? Os hinos agitam a nossa mente em nos concentrarmos no que está sendo cantado, enquanto que os estilo de música evangélica contemporânea tem provocado mais agitação nas emoções e no corpo das pessoas. Mas, a despeito disso tudo o nome de Deus é magnifico em toda terra e é isto que devemos cantar mais nos cultos.
Veja que no meio do salmo ele diz: que é o homem, que dele te lembres E o filho do homem, que o visites? 5 Fizeste-o, no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória e de honra o coroaste. Mais uma coisa que o salmista nos ensina. O homem deve ser colocado no seu devido lugar na criação. Não cantem para si mesmos seus hipócritas e ainda usam porções das escrituras para disfarçarem a idolatria enrustida no seu coração soberbo e presunçoso. Na boca destes que determinam o repertório evangélico nas igrejas brasileiras não compreendem o que lemos acima. E pior do que isto, tanto não sabem como fazem o povo de Deus se esquecerem de Deus e de seus atributos.
Aqui, há um espaço importante para lembrar a importância dos hinos não só para manter uma tradição ou alimentar saudosismo nas pessoas. O hino é o recurso musical que leva a nossa mente a expressar uma reverência e louvor. Os gregos faziam isso em louvor aos seus deuses e heróis. Em geral, os templos eram locais públicos não apenas para reverenciar os deuses, mas também, para assembleias politicas, audiências públicas e tribunais. Como religião e politica não estavam separados da vida dos gregos, naturalmente entoavam hino para cada momento.
Não foi diferente com o povo de Israel. Da mesma forma, vários salmos são hinos que convocam o povo a reverenciar e louvar ao verdadeiro e único Deus. E, não deve ser diferente com o povo de Deus na nova aliança. Os hinos não devem perdurar porque são considerados patrimônio histórico das igrejas antigas como se fossem meras peças de museu mas, porque a sua didática nos coloca em nosso devido lugar de criaturas em louvor o seu Criador.
O grande problema que claramente detectamos é que a disposição do coração das igrejas de hoje não é cantar os feitos e o ser de Deus, mas é destacar a si mesmos, suas obras, desejos e necessidades pessoais. Se não destacamos em nosso hinos a pessoa e atributos de Deus, significa que nos esquecemos Dele. Ele não faz parte da nossa adoração. Alguém ou alguma coisa está sendo adorado, menos Deus.
Assim podemos entender que a lástima da amnésia dos brasileiros também é a lástima da realidade espiritual de nossas igrejas. Por isso que hinos estão sendo substituídos por músicas mais comoventes e agitadas. Você já parou para analisar que a música é um exercício para memória? Os hinos agitam a nossa mente em nos concentrarmos no que está sendo cantado, enquanto que os estilo de música evangélica contemporânea tem provocado mais agitação nas emoções e no corpo das pessoas. Mas, a despeito disso tudo o nome de Deus é magnifico em toda terra e é isto que devemos cantar mais nos cultos.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
SALMOS, HINOS E CÂNTICOS ESPIRITUAIS - QUAL A SUA UTILIDADE NO CULTO?
Até mesmo entre os grandes estudiosos das Escrituras entre eles João Calvino e Hendriksen reconhecem que as passagens bíblicas de Efésios 5: 19 e Colossenses 3: 16 no que tange ao significado mais especifico do que vem a ser salmos, hinos e cânticos espirituais não podem dar muita informação. E, sei que por isso tem havido divergência concernente a caracterização do que se deve cantar no culto solene. Só podemos cantar os textos inspirados da Bíblia, neste caso os salmos apenas, ou, podemos cantar outras variedades de canções e hinos que são considerados avulsos?
Contudo, se atentarmos ao texto especialmente de Efésios 5: 19, vamos perceber que Paulo menciona o uso dos salmos, hinos e cânticos espirituais não para tratar necessariamente do que cantar no culto solene. Parece-me que os leitores de Paulo já sabiam muito bem o que deveriam usar na adoração pública. Neste caso Salmos, hinos e cânticos espirituais. Certo? Para mim parece muito claro a distinção que o apóstolo Paulo faz. Mas, mesmo que este assunto seja tratado em outro momento, a pergunta a ser feita é: QUAL A UTILIDADE DOS SALMOS, HINOS E CÂNTICOS ESPIRITUAIS?
Em primeiro lugar, Qual é a exortação de Paulo aos seus leitores (Ef. 5: 16-21) ? "Em vez de vocês buscarem alegria e sentido a vida na bebedice e em prazeres que são destrutivos e viciosos, alimentem o coração de vocês com a Palavra de Deus. Existe outra coisa melhor para isso do que louvor? Então conversem e cantem a Palavra de Deus" Toda a problemática está no padrão de vida que os crentes deveriam ter diferente da sociedade de Éfeso que era idólatra, promíscua e dada a bebedice em seus festivais religiosos.
Veja algo importante. O modo como vivemos na terra está diretamente ligado ao nosso culto a Deus. A relação que Paulo faz dos salmos, hinos e cânticos espirituais é mais do que oportuna. O significado do culto é agradar e satisfazer a vontade de Deus. Deste modo, o que mais poderia agradar a Deus senão a obediência que Ele requer de nós? Por esse motivo, Paulo mesmo diz: "procurai compreender qual a vontade do Senhor (versículo 17)."
Dito isto, voltemos ao versículo 19. Qual é a utilidade dos salmos, hinos e cânticos espirituais? Veja o que Paulo declara: "falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais." A música por meio desta classificação (salmos, hinos e cânticos espirituais) nos envolve com a Palavra de Deus.
A música é o meio pelo qual podemos ter o deleite pessoal. Talvez seja a arte que mais eleva o homem interiormente. Isto significa que Deus nos dá como ordem adora-lo não apenas com a racionalidade nua e crua, mas também com as emoções. Não que isto seja obrigatório. O que quero dizer é que, O ser humano não precisa ser forçado a isto. Naturalmente somos atraídos pelos sons em sua estrutura (melodia, harmonia e ritmo). Somos seres musicais. isto faz parte da nossa natureza. O que, na verdade precisa ser direcionado é o modo e a motivação com que usamos as nossas emoções através da música especialmente na adoração cristã.
Geralmente, quando ouvimos uma melodia, ou qualquer estilo musical o que nos chama mais atenção não é a letra ou o seu conteúdo, mas a estética que ela apresenta. E é este o perigo que poderíamos comparar com a preocupação de Paulo em relação ao modo como os efésios buscavam prazer e satisfação.
Diana era a uma espécie de deusa matrona da cidade de Éfeso. Na cultura grega especialmente nesta cidade era comum os efésios procurarem os sacerdotes e sacerdotisas de Diana para suas oferendas principalmente com práticas de orgias, banquetes e vinho oferecidos a Diana. Parece-me que a musica regada com muito vinho eram elementos fundamentais para despertarem uma alegria exacerbada e sem limites.
O que Paulo instrui aos crentes efésios é um modelo totalmente contrário a religiosidade pagã dos cidadãos de Éfeso. Observe as comparações. Sejam sábios em vez de néscios, Não sejam insensatos, mas busquem a vontade de Deus. Não busquem alegria na bebedice e no vinho contaminado com a desordem e o caos, mas conservem o equilíbrio conversando sobre os salmos, louvando a Deus com hinos e cânticos espirituais.
A música genuinamente cristã tem como objetivo elevar nossas emoções a Palavra de Deus de maneira sensata e comedida. E aqui está o porque Deus nos ordena o uso da musica no culto solene. O culto tem um caráter público. A adoração solene deve ser feita diante de todos, crentes e ímpios, para que Deus seja glorificado e anunciado. O modo como demonstramos a nossa satisfação e alegria em Cristo deve ser declarado na adoração pública. De alguma forma, quando cantamos a Palavra de Deus anunciamos as pessoas que o modo de vida cristão nos leva a genuína alegria. Uma alegria que perdura e nos traz estabilidade emocional e espiritual. É muito melhor do que a alegria que o vinho da contenda (originalmente alegria sem limites) pode produzir em uma pessoa.
O culto expressa a nossa identidade cristã diante dos homens. Por isso Deus deve ser adorado conforme Ele mesmo determinado em Sua Palavra. A música como elemento cúltico é o exprimir de nossos sentimentos com entendimento e sabedoria e por meio da musica invocamos o nome de Deus, confessamos os nossos pecados, declaramos a majestade de Deus e fixamos em nossa mente as verdades contidas na Sua Palavra.
A música evangélica no modelo contemporâneo tem se tornado o vinho em que há libertinagem (sentido original da palavra "contenda"). A música cristã contemporânea tem causado tanto descontrole emocional e mental nas pessoas que tem sido difícil distinguir esse tipo de adoração extravagante com o fuzuê e a bebedeira de um boteco ou barzinho de esquina no dia de jogo do campeonato brasileiro no final de tarde de um domingo.
Mais uma vez, fica a comparação já que o domingo sendo o dia do Senhor deveria ser dedicado a alegria e o prazer em Cristo, acaba que sendo profanado pelo comportamento louco dos ímpios. Pior que isto, é o que tem acontecido dentro das igrejas e os cultos solenes. Não consigo ver diferença nestes dois pontos. Ambos ofendem a Deus e a sua majestade.
Sendo assim, o que deve ser destacado no texto é o modo como os cristãos naquela cidade deveriam buscar o verdadeiro prazer. A música é aqui indicada por Paulo como um recurso extraordinário na busca pelo verdadeiro prazer da vida. Todo crente deve agir com ações de graças em se deleitar com a Palavra de Deus. Duas ações simples. Conversem e cantem a Palavra! Isto é maravilhoso. Em vez de se envolver com atividades e coisas mundanas, os crentes devem expressar sua alegria no Senhor Jesus conversando e cantando a Palavra de Deus.
Creio que isto de início esclarece a utilidade dos Salmos, hinos e cânticos espirituais no culto a Deus.
Contudo, se atentarmos ao texto especialmente de Efésios 5: 19, vamos perceber que Paulo menciona o uso dos salmos, hinos e cânticos espirituais não para tratar necessariamente do que cantar no culto solene. Parece-me que os leitores de Paulo já sabiam muito bem o que deveriam usar na adoração pública. Neste caso Salmos, hinos e cânticos espirituais. Certo? Para mim parece muito claro a distinção que o apóstolo Paulo faz. Mas, mesmo que este assunto seja tratado em outro momento, a pergunta a ser feita é: QUAL A UTILIDADE DOS SALMOS, HINOS E CÂNTICOS ESPIRITUAIS?
Em primeiro lugar, Qual é a exortação de Paulo aos seus leitores (Ef. 5: 16-21) ? "Em vez de vocês buscarem alegria e sentido a vida na bebedice e em prazeres que são destrutivos e viciosos, alimentem o coração de vocês com a Palavra de Deus. Existe outra coisa melhor para isso do que louvor? Então conversem e cantem a Palavra de Deus" Toda a problemática está no padrão de vida que os crentes deveriam ter diferente da sociedade de Éfeso que era idólatra, promíscua e dada a bebedice em seus festivais religiosos.
Veja algo importante. O modo como vivemos na terra está diretamente ligado ao nosso culto a Deus. A relação que Paulo faz dos salmos, hinos e cânticos espirituais é mais do que oportuna. O significado do culto é agradar e satisfazer a vontade de Deus. Deste modo, o que mais poderia agradar a Deus senão a obediência que Ele requer de nós? Por esse motivo, Paulo mesmo diz: "procurai compreender qual a vontade do Senhor (versículo 17)."
Dito isto, voltemos ao versículo 19. Qual é a utilidade dos salmos, hinos e cânticos espirituais? Veja o que Paulo declara: "falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais." A música por meio desta classificação (salmos, hinos e cânticos espirituais) nos envolve com a Palavra de Deus.
A música é o meio pelo qual podemos ter o deleite pessoal. Talvez seja a arte que mais eleva o homem interiormente. Isto significa que Deus nos dá como ordem adora-lo não apenas com a racionalidade nua e crua, mas também com as emoções. Não que isto seja obrigatório. O que quero dizer é que, O ser humano não precisa ser forçado a isto. Naturalmente somos atraídos pelos sons em sua estrutura (melodia, harmonia e ritmo). Somos seres musicais. isto faz parte da nossa natureza. O que, na verdade precisa ser direcionado é o modo e a motivação com que usamos as nossas emoções através da música especialmente na adoração cristã.
Geralmente, quando ouvimos uma melodia, ou qualquer estilo musical o que nos chama mais atenção não é a letra ou o seu conteúdo, mas a estética que ela apresenta. E é este o perigo que poderíamos comparar com a preocupação de Paulo em relação ao modo como os efésios buscavam prazer e satisfação.
Diana era a uma espécie de deusa matrona da cidade de Éfeso. Na cultura grega especialmente nesta cidade era comum os efésios procurarem os sacerdotes e sacerdotisas de Diana para suas oferendas principalmente com práticas de orgias, banquetes e vinho oferecidos a Diana. Parece-me que a musica regada com muito vinho eram elementos fundamentais para despertarem uma alegria exacerbada e sem limites.
O que Paulo instrui aos crentes efésios é um modelo totalmente contrário a religiosidade pagã dos cidadãos de Éfeso. Observe as comparações. Sejam sábios em vez de néscios, Não sejam insensatos, mas busquem a vontade de Deus. Não busquem alegria na bebedice e no vinho contaminado com a desordem e o caos, mas conservem o equilíbrio conversando sobre os salmos, louvando a Deus com hinos e cânticos espirituais.
A música genuinamente cristã tem como objetivo elevar nossas emoções a Palavra de Deus de maneira sensata e comedida. E aqui está o porque Deus nos ordena o uso da musica no culto solene. O culto tem um caráter público. A adoração solene deve ser feita diante de todos, crentes e ímpios, para que Deus seja glorificado e anunciado. O modo como demonstramos a nossa satisfação e alegria em Cristo deve ser declarado na adoração pública. De alguma forma, quando cantamos a Palavra de Deus anunciamos as pessoas que o modo de vida cristão nos leva a genuína alegria. Uma alegria que perdura e nos traz estabilidade emocional e espiritual. É muito melhor do que a alegria que o vinho da contenda (originalmente alegria sem limites) pode produzir em uma pessoa.
O culto expressa a nossa identidade cristã diante dos homens. Por isso Deus deve ser adorado conforme Ele mesmo determinado em Sua Palavra. A música como elemento cúltico é o exprimir de nossos sentimentos com entendimento e sabedoria e por meio da musica invocamos o nome de Deus, confessamos os nossos pecados, declaramos a majestade de Deus e fixamos em nossa mente as verdades contidas na Sua Palavra.
A música evangélica no modelo contemporâneo tem se tornado o vinho em que há libertinagem (sentido original da palavra "contenda"). A música cristã contemporânea tem causado tanto descontrole emocional e mental nas pessoas que tem sido difícil distinguir esse tipo de adoração extravagante com o fuzuê e a bebedeira de um boteco ou barzinho de esquina no dia de jogo do campeonato brasileiro no final de tarde de um domingo.
Mais uma vez, fica a comparação já que o domingo sendo o dia do Senhor deveria ser dedicado a alegria e o prazer em Cristo, acaba que sendo profanado pelo comportamento louco dos ímpios. Pior que isto, é o que tem acontecido dentro das igrejas e os cultos solenes. Não consigo ver diferença nestes dois pontos. Ambos ofendem a Deus e a sua majestade.
Sendo assim, o que deve ser destacado no texto é o modo como os cristãos naquela cidade deveriam buscar o verdadeiro prazer. A música é aqui indicada por Paulo como um recurso extraordinário na busca pelo verdadeiro prazer da vida. Todo crente deve agir com ações de graças em se deleitar com a Palavra de Deus. Duas ações simples. Conversem e cantem a Palavra! Isto é maravilhoso. Em vez de se envolver com atividades e coisas mundanas, os crentes devem expressar sua alegria no Senhor Jesus conversando e cantando a Palavra de Deus.
Creio que isto de início esclarece a utilidade dos Salmos, hinos e cânticos espirituais no culto a Deus.
sexta-feira, 10 de janeiro de 2014
JESUS, ALEGRIA DOS HOMENS - BACH
Aqueles que apreciam a boa música, fica o presente meio que atrasado de natal aos leitores do nosso blog. Essa é a nossa equipe de música da Primeira Igreja Presbiteriana de Porto Velho. Apesar de apenas seis pessoas cantando nesse dia, somos no total de 11 pessoas sendo apenas 2 homens (eu e o baterista, hehehe) e 9 mulheres. Todas as terças feiras temos ensaiado e estudado progressivamente teoria e percepção musical. Todos os componentes são voluntários, mas se dedicam com esmero em auxiliar a igreja no louvor a Deus. Temos um projeto onde estamos compondo e traduzindo cânticos e hinos de qualidade e assim que for possível, vamos disponibilizar a você.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
UMA PROPOSTA INTERESSANTE: O USO CORRETO DA MÚSICA NO CULTO
No mês de janeiro, nossa Escola Bíblica Dominical entrou em recesso. Deixe-me explicar isto. Nossa EBD é formativa, ou seja, uma escola bíblica que trabalha com uma grade curricular. Dentre as matérias temos: Classe "Ana Benvinda" (com revista da Cultura Cristã), Catecúmenos (O que cremos e o que somos para os novos convertidos), Dons e Ministérios (descobrindo o seu lugar no corpo de Cristo), Antigo Testamento, Novo Testamento e Cosmovisão Cristã.Iniciamos este projeto aqui na Primeira Igreja de Porto Velho faz três anos. A Escola possui uma equipe composta por uma diretoria, coordenadores pedagógicos e professores que ao longo do tempo estão sendo preparados para a formação de novos membros e de pessoas que entendam bem qual o seu lugar no serviço a Deus no uso de seus dons e qual a sua identidade não apenas denominacional, mas também, teológica e cosmovisão cristã.
Como a grade de cada disciplina tem dia e hora para começar e encerrar, a nossa Escola Bíblica Dominical Formativa não para. Por isso, estamos oferecendo no mês de janeiro um curso na área de musica e teologia do culto que visa esclarecer como também melhorar o entendimento correto do uso da musica no culto solene. Veja abaixo o que estaremos estudando:
Tema: Qual é o lugar da musica no culto?
1. O que é culto?
2. Por que culto solene?
3. O que se deve fazer no culto solene? (Os elementos de culto)
4. Qual é o papel da música no culto solene?
5. O que é música?
6. Conhecendo um pouco da música (aprendendo a notação musical e a partitura)
7. Aprendendo a cantar no culto solene
8. O uso apropriado de instrumentos e estilos musicas no culto
9. O que cantar no culto solene?
10. Um pouco de história da música e a sua influencia nos modelos de cultos em nossos dias
11. Qual a nossa proposta para a música no culto solene?
Pretendemos fazer isto ao longo de cada período apropriado em nossa Escola Dominical. Isto vai levar tempo e requer um pouco de paciência. Orem por nós e por esse projeto a longo prazo em nossa igreja local.
segunda-feira, 17 de junho de 2013
O DECLÍNIO MÚSICAL DA IGREJA
Na Revista “Carta Capital” de 6 de
fevereiro de 2013, a reportagem de capa trata do vazio da cultura ou a imbecialização do Brasil. Apesar de forte a
expressão usada nesta edição, ainda sim, fala a mais pura verdade que dá um
diagnóstico óbvio do nível cultural e intelectual da nossa sociedade. Já se
passaram quase 70 anos e não há mais escritores, artistas e pensadores que
influenciaram gerações e definiram o pensamento e a cultura da sociedade
brasileira.
Bom, o que dizer da própria igreja
evangélica brasileira que está inserida neste processo? O culto geralmente
acaba sendo a vitrine de como se encontra a igreja espiritualmente e por
implicação, culturalmente. Até porque, o culto reflete a teologia (o que se
crê), a conduta (a vida moral) e a dinâmica (a estrutura e governo
eclesiástico). Neste sentido, a doutrina, a moral e o governo são áreas refletidas na forma
mais pública e notória que é a adoração do povo de Deus à sociedade de
modo geral.
No que diz respeito a música
considerada cristã no mercado evangélico brasileiro o que podemos dizer? Pelo
menos para mim vai de mal pior. Estamos perdidos se dependermos exclusivamente
dos atuais artistas da música gospel. Este segmento está no estágio de
putrefação tão avançado que sem medo de errar a grande maioria destas músicas
são consideradas inapropriadas e nocivas não apenas aos evangélicos, mas a
qualquer pessoa exposta a estas porções venenosas. O interessante é que todos sentem o forte odor destas cloacas, mas parece que quanto mais fede mais eles gostam (uma obvia constatação da depravação total do homem em Romanos 1: 21-32). Do que é possível detectar trata-se inicialmente de uma pandemia da estupidez e de ignorância tanto de conteúdo bíblico como de conhecimento geral, ou seja, o problema é de ordem espiritual e intelectual. O que pode ser mais interessante neste processo “evolutivo” é o fato de praticamente todos os segmentos do cristianismo terem sido contaminados inclusive os católicos romanos. Mas, se tratando dos evangélicos, a fonte de toda está coacla não só no Brasil, mas em todo o ocidente tem sido predominantemente entre os que alguns séculos atrás foram chamados de protestantes.
Toda ignorância na igreja começa com
desvios doutrinários. Não se pode evitar está calamitosa situação quando uma
igreja ou um pastor opta por abrir mão de qualquer doutrina ou teologia que
seja das Escrituras Sagradas. Pior ainda quando estes abandonam e ainda fazem
questão de adulterarem aquilo que é essencial na fé cristã. A teologia liberal
foi um histórico exemplo. Bastou alguns
teólogos do século dezoito afirmarem que a Bíblia não poderia ser considerada a
Palavra de Deus e que seu conteúdo, a fonte e a forma de sua revelação são
questionáveis que a partir deste momento, a Igreja de Cristo reiniciou mais uma
longa fase de deterioração espiritual e intelectual.
Já que tocamos neste assunto, A
maioria das músicas cantadas em nossos cultos estão sob forte influência do
pragmatismo e relativismo religioso presente no pensamento evangélico. Um
exemplo claro disto primeiramente quanto ao formato dessas músicas na liturgia. Em geral, os estilos musicais aplicados são mais agitados, envolventes e provocantes. As letras estão recheadas de exigências e petições
sem cabimento a Deus. Geralmente, os anseios espirituais contido nos cânticos
expressam o desejo de olhar para Deus, tocar em Deus, de beijá-lo, abraça-lo e
sabe lá o que mais querem fazer com o SENHOR. De alguma forma, estes cânticos
estão propondo uma prática religiosa já estimulada entre os grupos que pregavam
uma espiritualidade baseada na experiência pessoal e não no conhecimento das
Escrituras. Entre eles estão os Quakers (em português os “tremedores”) foi este
grupo que por varias vezes agendaram a volta de Jesus e o arrebatamento da
igreja. Eles acreditavam que todo crente era capaz de sentir e também ouvir a
voz de Deus literalmente. Na segunda metade do século dezessete outro movimento que enfatizava a experiência religiosa e as novas revelações era o pietismo na Alemanha. Alguma semelhança em nossas dias?
Mas é necessário chamar a atenção a
uma outra questão. Tanto dentro como fora da
Igreja, estamos experimentando uma decadência em diversas áreas da sociedade.
Devemos reconhecer que, enquanto alguns setores estão progredindo, no entanto,
outros estão definhando. Enquanto o mundo tem avançado tecnologicamente e
cientificamente, a arte, a literatura, a cultura, o pensamento seja filosófico
ou humano estão cada vez mais pobres.
Como declara Mino Carta diretor da
Revista Carta Capital:
Nos últimos dez anos o País experimentou inegáveis
progressos econômicos e sociais, e a história ensina que estes, quando ocorrem,
costumam coincidir com avanços culturais. Vale sublinhar, está claro, que o
novo consumidor não adquire automaticamente a consciência da cidadania. Houve,
de resto, e por exemplo, progressos em termos de educação, de ensino público?
Muito pelo contrário.
Talvez estejamos experimentando um dos momentos mais triste da história da humanidade. A
idade média foi chamada de o período das trevas por ter impedido que grande
parte das pessoas tivessem acesso a uma das maiores riquezas que o ser humano
pode receber; o conhecimento. Contudo, na pós modernidade parece que a própria humanidade
está jogando na lata do lixo todo o conhecimento legítimo e verdadeiro e isso
vem acontecendo de forma gradativa ao longo do século vinte e vinte e um. Nem
mesmo os inquisidores da idade média tiveram a ousadia e a petulância de cometer
tal atrocidade.
A sociedade pós moderna que tem como
seu ídolo o secularismo são mais violentos do que foi a igreja medieval até o
século dezesseis. E de fato, faz parte da índole desta sociedade através do
relativismo, pragmatismo e o pluralismo religioso tentar desfragmentar e
aniquilar todo o conhecimento a partir do estabelecimento da verdade. Pelo
menos na idade média ainda se tinha um referencial de verdade absoluta. Nos
dias de hoje as pessoas valorizam mais a mentira do que a verdade.
E a Igreja de Cristo neste processo?
Simplesmente acompanha o espirito de sua época como foi também nos dias da
idade média. Mais uma vez entramos em declínio intelectual a ponto de transformar
verdades fundamentais da fé cristã em métodos de crescimento numérico das
igrejas locais, sermonetes de auto ajuda para provocar coceira nos ouvidos das
pessoas e músicas que deixam as pessoas dopadas como que em transe por terem
ingerido alguma droga pesada chamada positivismo misturada com outras
substancias pesada como o existencialismo e narcisismo. Creio que uma prova
clara disto é a arma mais pesada desta guerra usada em nossos dias; a mídia por
meio da TV e da Internet. Há vinte anos atrás seria inconcebível cantores e músicos
evangélicos sequer associarem seu nome e ministério a televisão. Hoje a maior
emissora da América Latina (Rede Globo) tem projetado em grande proporção os mais variados
artistas com seus mais esquisitos e aberrantes gostos e conteúdo musical
gospel. E a Igreja neste processo? Simplesmente estão usando este lixo de cultura
chamada música gospel em seus cultos solenes. Que tristeza! Como os crentes estão se vendendo por tão pouco!
A música é um recurso fantástico para
que o povo de Deus possa expressar a luz das Escrituras suas experiências com
Cristo, ou seja, aplicarem de forma adequada e saudável os princípios da
Palavra de Deus as diversas circunstâncias da vida. Todavia, infelizmente a
música se tornou útil apenas para o entretenimento religioso. Desta forma, a
música também acaba sendo um dos espelhos que revelam como está o nível da
devoção pessoal e as experiências religiosas de cada membro do corpo de Cristo.
Com o tipo de música que ouço na boca do povo já dá para perceber como anda a vida
espiritual e intelectual delas.
Em seu editorial, Mino Carta faz uma
citação importante sobre o declínio cultural da sociedade brasileira e também
aplico ao declínio musical da Igreja. O escritor e compositor italiano do
século vinte, Fabrizio André, certa vez escreveu em uma de suas poesias: “Nada nasce dos diamantes, do estrume nascem
as flores. E do deserto?”
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