sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

PENSAMENTO DE LUTERO SOBRE ADORAÇÃO - INTRODUÇÃO

Formula Missae et Communionis
A meu ver, mesmo que inacabado Lutero foi quem deu início ao processo de reforma no resgate do culto com base nas escrituras. Pode-se afirmar que a partir de 1523 com as devidas modificações na liturgia da missa romana, a igreja começou sua caminhada rumo ao culto evangélico, ou seja, o culto fundamentado no evangelho. Com a  publicação da formulário de culto, a Formula Missae et Communionis, pode-se perceber que o reformador propõe de imediato consideráveis mudanças à forma de culto solene. Contudo ambiguamente, Lutero manteve algumas tradições e práticas presentes na missa das igrejas católica romana e ortodoxa, mesmo assim, Lutero foi uma peça fundamental neste processo.

Segue um breve resumo histórico:

Até 1522, Lutero não estava tão preocupado com a necessidade de se instituir um modelo formal de liturgia e celebrações religiosas. Fato este que muitos dos pastores de diversas cidades na Alemanha, por diversas vezes insistiam que Lutero publicasse uma fórmula do culto que estabelecesse um padrão entre estas igrejas sob influência da reforma em Wittenberg. Até mesmo ao seu amigo Nicolau que o solicitando persistentemente, negou inicialmente tal pedido justificando que primeiro não era dado a instituição e as burocracias eclesiásticas e, em segundo, Lutero dizia não ter condições técnicas e musicais para produzir tal fórmula. Mas, creio que sua preocupação maior pudesse ser o receio de reformular o culto solene acrescendo outras inovações e modismos que pudessem desviar os crentes do evangelho como fazia o clero romano.

Entretanto, havia um grave problema naqueles primeiros anos de reforma na Alemanha. O povo começou uma caçada violenta aos sacerdotes católicos e total vandalismo as edificações e templos da igreja romana. Havia ainda divergências entre vários grupos em diversas questões doutrinárias especialmente a forma de culto, questões sobre o baptismo e a ministrarão da ceia. Lutero se vê obrigado a retomar as rédeas em Wittenberg primeiro na pregação e ensino da Palavra. Logo também viu a necessidade do povo ser instruído em uma forma de culto sem o misticismo e o paganismo dos romanistas como também a rejeição de todas as tradições e práticas religiosas que no entender de Lutero, não eram saudáveis.

Em 23 de fevereiro do mesmo ano, Lutero apresentou as primeiras ideias para a reformulação dos cultos e as celebrações religiosas realizadas durante a semana sendo cauteloso por causa da reação violenta do povo aos padres e locais sacros da igreja como também aguardando uma posição definitiva do príncipe eleitor quanto às mudanças necessárias para promover uma fé saudável entre os fieis. Em 11 de março do mesmo ano foram eliminadas as chamadas missas diárias sendo substituídas por reuniões matutinas de oração em determinados dias da semana como também a exposição do Antigo e Novo Testamento em reuniões vespertinas durante a semana também agendadas conforme o contexto local.

Em 4 de dezembro deste mesmo ano, seu amigo e também reformador de Zwickau e Dessau, Nicolau Hausmann foi o primeiro a receber a impressão do formulário da missa e da comunhão da igreja de Wittenberg na primeira edição em latim. Lutero enviou junto a esta edição, uma carta dando satisfação concernente ao processo de reforma em Wittenberg como justificativas em relação a suas ideias expressas no formulário de culto. Ele mesmo afirma que estava cauteloso e tímido a mudanças mais radicais principalmente por causa dos que se aproveitavam da situação tensa para com espíritos levianos e fastidiosos que, como porcos imundos, irrompem sem fé e sem discernimento e procuram novidade para seu divertimento.[1] 
No dia 6 de dezembro de 1523, em um sermão, Martinho Lutero faz a explicação da Formula Missae para a sua igreja em Wittenberg. é notóri oque Lutero não se apresentou revolucionário e radical quanto as mudanças que o povo esperava de sua parte. Ainda manteve o termo missa, o uso das vestes sacerdotais, diversas músicas ainda cantadas em latim, o uso do ano liturgico, e alguns paramentos e objetivos templários no culto solene. Contudo, Lutero aplicou modificações fundamentais para que notórias diferenças fossem aplicadas e anunciadas de algum modo a todo o mundo de sua época entendendo que aquela igreja não poderia mais ser confundida com os "ímpios de Roma" como costumeiramente o reformador chamava o clero romano.
Enfim, as mudanças aplicadas no culto solene tinham como justificativa uma adoração com base no evangelho e o abandono de tudo aquilo que transmitia uma ideia de propiciação clerical ou de uma missa sacrificial. As mudanças foram saudadas por todos os presentes no aguardo de que a "missa" evangélica viesse dois anos mais tarde ser toda realizada na lingua alemã.  







[1] LUTERO, Martin. LUTERO, Obras Selecionadas. Vol. 7. Ed. Sinodal e Ed. Concordia. 2000 – São Leopoldo e Porto Alegre –RS. Pagina 156.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

O QUE VOCÊ SENTE POR JESUS?

Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus.


Filipenses 2: 5
 
O que você sente por Jesus? Você está apaixonado por ele? Sente cólicas por ele? Sentimento errado esse! Paulo nos mostra o que você deve sentir por Jesus. Na verdade a palavra sentimento como se aplica em nossos dias não é adequada ao significado deste texto bíblico. Paulo, na verdade usou a palavra pensamento. O texto bíblico no português pode ser assim: “tende em vós o mesmo pensamento que houve também em Cristo Jesus”. Faz muita diferença a aplicação do texto quando descobrimos o sentido original das palavras e expressões bíblicas.
Então, o que você deve sentir por Jesus? Ou a pergunta de forma mais precisa é, O que você deve pensar por Jesus? Não estamos falando apenas do aspecto intelectual, das ideias teorizadas sobre o Jesus histórico, mas estamos tratando de um sentimento que é produzido de forma racional na mente de todos os que verdadeiramente amam Jesus. Paulo está falando do estado de humilhação de Cristo. Para ser mais preciso na expressão de Paulo vejamos está versão: “tende em vós o mesmo pensamento modesto que também houve em Jesus”. Agora fez diferença para você qual o sentimento que você deve alimentar por Jesus?

Vamos a aplicação. Que tipo de sentimento você alimenta no culto solene a Deus? Aqui detectamos um sério problema no uso da música na adoração a Deus. As pessoas estão deliberadamente se expressando a Deus com delcarações perigosas e comprometedoras. O critério usado para tal expressão de sentimento em suas músicas religiosas é o padrão de elogio que elas acham ser correto. arrisco-me a dizer que o tipo de elogio e afetividade que elas expressam a Deus é o mesmo que elas desejam receber dos outros se é que já não o fazem.

Vamos a uma comparação inevitável. Uma música muito conhecida no meio evangélico diz:

Abra os meus olhos Senhor
Abra os meus olhos Senhor
Quero te ver
Quero te ver

Exautado sobre o céus
Brilhando a luz da Sua Glória
Derramando amor e poder
Pois tu és santo santo santo

Quero te ver
Quero te ver
Quero tocar
Quero te abraçar
Quero te ver

Note o tom religioso e sentimental usado nesta música. Sei que muitos de vocês vão me repudiar por tal comparação. Mas, não tem como fugir da realidade e da própria verdade aqui evidenciada. este é um dos vários cânticos aberrantes que predomina nos cultos evangélicos. Ela expressa uma declaração suicida daqules que a cantam em seus cultos. Precisamos ler com mais atenção os salmos e aprender com eles como devemos nos expressar na presença de Deus. Não peça para ver a Deus senão você morre! Não peça para tocar em Deus e muito menos abraça-lo senão você será fuminado (Ex 33: 18-23; Jo 1: 18; 1Tm 6: 16)!

Que tipo de sentimento você deve alimentar sobre Deus? Não anulando que inevitavelmente devemos expressar a nossa afetividade por Deus, mas Paulo trabalha isto de maneira correta. Devemos pensar e agir conforme Jesus. Jesus se humilhou, se tornou homem se expondo a todos perigos, sofrimentos e males por causa dos nossos pecados. Jesus se submeteu a todo o rigor da lei inclusive o castigo que ela anuncia: a morte de cruz. Jesus foi totalmente obediente ao Pai. Jesus foi humilde.

Em vez de você sentir uma apaixonite aguda e sem sentido por Jesus, humilhe-se diante de Deus (Tg 4: 6-10). Arrependa-se de seus pecados. Cante e toque canticos e hinos que falam da santidade de Deus de modo que isto cause vergonhe e tristeza pelos seus pecados. Cante a nessecidade de obedecer e amar mais a Palavra de Deus. Alimente uma afetividade saudável e bíblica por Jesus em sua adoração pública. Cante a Palavra!

 
 
 


domingo, 16 de dezembro de 2012

CUIDADO COM AS CANÇÕES DE CHUVEIRO NA ADORAÇÃO!

Em geral, vários grupos, ministérios de louvor, bandas e cantores famosos espalhados pelo Brasil tem realizados seus Workshops além dos shows gospels em suas turnês. Eles estão implantando uma mentalidade muito perigosa em seus treinamentos intensivos de finais de semanas.

O alerta que deve ser soado é no conceito de adoração aplicado no louvor congregacional. A galerinha em geral está aprendendo por ae que adoração é conectar-se com Deus e a música é o canal que Deus nos deu para exprimir todas as nossas emoções na adoração a Ele. Desta forma, para eles, a adoração a Deus é uma experiência subjetiva que deve sair de seu próprio coração. Isto, segundo eles, depende de sua disposição e vontade para que Deus seja adorado.

Isto é muito perigoso e totalmente fora das escrituras. Primeiro que adoração não significa conectar-se com Deus, mas é atribuir a Deus de forma racional todo reconhecimento de Sua pessoa, de seus atributos e obras de Sua mãos. A adoração a Deus não é uma ação meramente subjetiva, mas é objetiva. O foco da adoração a Deus é a obediência a Sua Palavra. Por isso, Deus é quem nos determina o modo como Ele quer ser adorado e se Ele aceita ou não a nossa adoração. E isto está na Palavra. A partir deste ponto é que se entende o propósito da música no culto. Ela nos leva a refletir com a consciência a necessidade de aprender e se envolver com as escrituras.

Mas, quanto ao problema aqui tratado, Permita-me dar um exemplo muito simples. Um determinado cantor que no seu momento a sós, no banheiro de sua casa tomando um banho, resolve compor uma música que expressa naquele momento todas as suas emoções exprimidas relacionada ao seu banho. Envolvendo Deus naquele contexto, o cantor de chuveiro pede a Deus que venha lhe molhar, inspirar, lavar e limpar. Isto é no mínimo muito constrangedor para alguém que dirá para o próprio Deus.

Pior ainda, é se alguém resolve colocar na boca de Deus o que Ele não disse em Sua Palavra. Por exemplo. Já ouvi músicas em que Deus supostamente afirmava que "nós éramos tudo o que Ele sonhava.". Por favor! Deus não sonha e Ele não precisa dormir porque não se cansa. E lembre-se, As escrituras nos diz que não passamos de trapo de imundícia, depravados, pecadores miseráveis que carecem da misericórdia Dele (Sl 130: 3; Is 64: 6-7; Mc 7: 21; Rm 3: 23; Ef 2: 1). Que absurdo alguém afirmar que Deus precisa dele! Se você canta esse tipo de música, simplesmente está dizendo que quer tomar o lugar de Deus. Isto é IDOLATRIA!

O problema é que este tipo de canção predomina em nossas congregações. Parece-me que a ansiedade desesperadora das equipes de louvor em produzir uma "adoração de sucesso" tem motivado a busca por artistas "evangélicos" de grande repercussão para servir de orientação e referência seja no modo como as músicas que se propõe cantar no culto.

Se sua equipe precisa ser ensinada e bem orientada quanto a uma adoração correta com a música no culto solene, deve-se estudar música e teologia, ou seja, é inadmissível que uma equipe de louvor seja medíocre ná sua formação tecnica em música. Pior ainda, como um cristão ser fraco no estudo aprofundado das escrituras. Conhecimento raso da Palavra leva a uma adoração também rasa. Conhecimento errado das escrituras leva a uma devoção e liturgia fora da vontade de Deus. Isto também inclui a música no culto.

Em vez de procurar um artista ou uma banda famosa pra lhe orientar na adoração a Deus, cobre de seu pastor ou pastores que ensinem sobre o que é adoração bíblica. O nosso trabalho como pastores é exatamente este. Ensinar fielmente a Palavra. E por último, seja mais seleto nas escolhas das canções para os cultos em sua igreja. CUIDADO COM AS CANÇÕES DE CHUVEIRO! Cante as Escrituras!

domingo, 23 de setembro de 2012

MÚSICA EM NOSSOS DIAS: ARTE DE PENSAR SEM PROPÓSITO

Esta é a cabeça do músico pós moderno
Para que serve a música? Se você é músico deveria saber disto. Principalmente se for um músico cristão. Antes de mais nada, a tendência é de muitos músicos cristãos não pensarem a partir da Biblia. Pior ainda, de modo geral, não possuem um pensamento sobre o propósito do que fazem através da música. Assim, suas músicas não possuem um pensamento coerente e verdadeiro com fundamentação nas escrituras. Ao invés disso, cantam e tocam músicas vazias, sem letra, sem palavras, sem lógica em suas idéias e sem qualquer sentido em seu conteúdo.

A música é a arte de pensar. Mas, pensar o que? Depende! Você pode produzir ou interpretar músicas que nos façam pensar sobre as verdades de Deus seja qual for o assunto ou ambiente que é propício a música, ou você pode oferecer qualquer coisa que por mais belo esteticamente que seja, na verdade  não passa de uma overdose mental que levaas pessoas ao prazer em coisas sem sentido. Não é isto que acontece nos cultos em que você toca ou canta?

Se você não sabe, a música é uma excelente ferramente para que as pessoas possam assimilar valores. Veja o conjunto da obra. Um sistema de sons organizados e engrenados em uma sequência ritmica somado as palavras que se sincronizam com este sistema sonoro não apenas transmitem, mas envolvem as pesssoas com pensamentos sobre aquilo que está contido em sua mensagem. Isto é fabuloso! Que engenharia! É fantástico! É assombroso! Imagine o que se pode fazer através da música tocando e cantando as escrituras. As pessoas serão bombardeadas em sua mente com as verdades de Deus.

Mas infelizmente os músicos de hoje não são como os músicos de séculos atrás. Bethowen definiu a música como a arte de manipular a alma. De certa maneira é exatamente isto. Os artistas não almejavam a fama e o prestígio pelas suas performances, mas queriam penetrar à mente de seus ouvintes com suas ideias. Ao contrário, muitos músicos atuais desejam ser enaltecidos em si mesmos, mal sabem que  serão esquecidos assim como suas performaces, só restarão as ideias tanto boas como ruins. Pior ainda, é possível que nem mesmo o conteudo de suas obras perdurem ao menos meio século de existência e influência na sociedade e na igreja.

Arrisco-me a dizer que nossa época na história será conhecida como um período filosófico cujo pensamento, o pós- moderno, foi o tempo em que o nada era tudo o que se podia pensar e produzir. Ou seja, a época em que todos não pensaram em "nada" e não fizeram "nada". Isto, justamente, porque o pós modernismo com seu relativismo repugnante e seu pluralismo sórdido elevam obras sem sentido e sem propósito. Senão, o que pensar de nossa época?

Desta maneira, o músico cristão deve estar atento e desconfiado com as tendências de sua época. Ser cristão pressupõe ser inteligente no que pensa e faz. A fonte de todo conhecimento e pensamento que nos dá este discernimento (que é a iluminação do Espírito Santo) está nas escrituras. Portanto, é necessário uma consciência crítica e formada pelo genuíno pensamento cristão. Pense como cristão, seja um músico inteligente, use a música para levar as pessoas ao pensamento cristão. Assim, cante a Palavra!  
   

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

LICENÇA PARA CANTAR NA IGREJA?


A CCLI (Church Copyright License International) demorou, mas chegou ao Brasil e com toda força. Ela será o órgão regulador dos direitos autorais das musicas produzidas no meio evangélico brasileiro. Com base na lei federal 9.610/1998 que concede direitos autorais não apenas de música, mas de outras formas de produção literária, artística e impressa, a CCLI estará gerenciando como também fiscalizando as igrejas que estiverem usando musicas de seus autores e detentores dos direitos autorais.

Basicamente, as igrejas que se interessarem pelo uso de qualquer música seja para o canto congregacional, projeção de letras, gravação ao vivo do louvor, impressões de copias de letras e partituras como também criação de arranjos personalizados deverão pagar uma taxa anual sendo que, os valores variam com a quantidade de pessoas que frequentam os cultos ou reuniões religiosas. Veja neste link as taxas estabelecidas. Em nossa igreja local, por exemplo, teríamos que pagar uma taxa anual de R$170,00 reais. 

A princípio, temos duas questões a serem analisadas. Em primeiro lugar, de fato, todo artista sério como os autores de seus respectivos trabalhos publicados devem ter seus direitos garantidos inclusive comercialmente. No todo, entende-se que esta lei é necessária como positiva, já que, na verdade, foi reformulada devido ao atual contexto evolutivo no modo de produção e consumo da arte como também o surgimento de novas mídias para a propagação e publicação dos mesmos.

Contudo, outro aspecto precisa ser levado em conta. Esta regulamentação gerenciada pela CCLI deve respeitar limites estabelecidos não apenas na perspectiva legal, mas principalmente ética. Como uma igreja e até mesmo indivíduos serão cobrados por exercerem a liberdade pessoal e coletiva de usufruírem publicamente de músicas cantadas ou tocadas em reuniões religiosas e cultos evangélicos? Em alguns anos nos será cobrado uma licença por assubiar ou cantarolar uma música nos momentos privados. Um aviso aos cantores de chuveiro, fiquem alerta! E, não se espantem se o fiscal bater na porta do seu banheiro lhe cobrando a taxa anual de licença pelos direitos autorais das músicas de seu gosto pessoal.

Tenho tido a forte impressão que o interesse é claramente apenas engordar o mercado religioso especialmente entre os evangélicos e dissidentes do mesmo ramo. Para mim, por um lado, isto será muito positivo se as igrejas desejarem selecionar melhor as músicas que usam em seus cultos. Não questiono a qualidade profissional e técnica no mercado da música cristã no Brasil, mas rejeito a maioria delas por ser um veneno tanto no modelo estético (o estilo, o ritmo, a forma de conduzir e apresentar tais músicas) proposto para seu uso na adoração pública como também o seu conteúdo teológico (se é que muitas delas contêm alguma lógica em sua teológica).

Uma das iniciativas que temos tomado na Primeira Igreja Presbiteriana de Porto Velho é de compor os próprios cânticos como também o uso do bom e histórico Hinário Novo Cântico (Hinário oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil). Mas, ainda não deixamos de usar alguns hinos e cânticos que são de DOMÍNIO PÚBLICO que realmente ensinam as verdades das escrituras. 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

ESTÁ COM DIFICULDADE DE ENCONTRAR BOA MÚSICA PARA OUVIR E CANTAR?

Keith e Cristine Getty
Sua equipe de música na igreja está com dificuldade para encontrar boa música para cantar nos cultos solenes? Pois é, esta é a nossa luta constante também aqui na Primeira Igreja Presbiteriana de Porto Velho. Contudo, se procurarmos com mais cuidado e dedicação, iremos encontrar bom material. Infelizmente, no Brasil ainda não temos musica congregacional de qualidade. Neste caso, qualidade não é apenas a parte técnica, de produção e profissionalismo, mas estou falando do conteúdo bíblico e teológico. 

Desta forma, indico um pessoal muito bom no que faz não apenas no profissionalismo artístico, mas da boa musica cristã que estão produzindo. A família Getty tem sido um diferencial para os  nossos dias. Em primeiro lugar, suas músicas transmitem explicitamente as escrituras. Em segundo lugar, a família Getty não apenas produz composição própria como também tem resgatado os hinos sacros como você pode conferir.    

Os Getty é uma família oriunda da Irlanda do Norte, mas vivem nos Estados Unidos onde compõem e realizam turnês de seu repertório sacro. Os compositores, Keith Getty e Stuart Townend afirmam que a intenção é produzir hinos modernos que ensinam a fé genuinamente cristã. “O que cantamos afeta como nós pensamos o que sentimos e, finalmente, o modo como vivemos, por isso é tão importante que cantemos todo o escopo da verdade da Bíblia que Deus nos tem dado. A segunda razão é a tentar criar um estilo mais atemporal musical que cada geração pode cantar, um estilo que se relaciona com o passado e o futuro”

Se você não tem encontrado bons cânticos para o louvor congregacional em sua igreja local, aqui vai a primeira dica. É só acessar o link do Getty Music

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

É PRECISO CONHECER TEOLOGIA PARA CANTAR NO CULTO?


Algum ensaio desses tratando do assunto


Fiquei estarrecido com a colocação de uma palestrante quando disse: “Pra que precisamos de teologia? Teologia engessa as pessoas. É preciso ser prático”. O contexto de sua fala foi sobre educação cristã e evangelismo com crianças segundo a Bíblia. Na verdade, este é o pensamento comum de nossa época. O pragmatismo é parte dos pressupostos filosóficos inclusive dos crentes em geral. Isto também se aplica à música no culto público. 

Os pastores zelosos com a pureza doutrinária e litúrgica de suas igrejas locais são denominados por muitos como legalistas, por averiguarem as letras dos cânticos e hinos  cantados nos cultos dominicais. Eu faço parte dessa turma de pastores “legalistas”. Entretanto, o zelo por si só, sem a orientação e conscientização do cuidado teológico do que se canta, torna-se tão perigoso e pecaminoso quanto o outro extremo que canta sem critério bíblico algum, tudo o que está no mercado da música cristã contemporânea. 

Portanto, é necessário responder à pergunta que os músicos e muitos membros de nossas igrejas fazem: É necessário conhecer teologia para cantar no culto solene? A resposta é sim! Alguns motivos aqui devem ser colocados. Em primeiro lugar, todo cristão deve conhecer as escrituras. Quem estuda profundamente a Palavra de Deus, na verdade, está estudando teologia (Sl 1: 2). Nós que somos cristãos reformados, não desassociamos doutrina da teologia. As duas palavras são a mesma coisa. Doutrina é teologia e teologia é doutrina.  

Em segundo lugar, quanto mais conhecemos as escrituras, mais produzimos uma boa teologia cantada nos cultos solenes. Seremos mais criteriosos não como legalistas, mas como cristãos conscientes do que realmente cremos quando a Palavra é especialmente pregada. É possível afirmar que uma boa teologia contida e aplicada nas pregações de nossos pastores produz não apenas boas músicas cristãs, como também uma saudável teologia para os cultos solenes. 

Em terceiro lugar, toda e qualquer música que se canta transmite teologia. A questão é: Que tipo de teologia se tem cantado nos cultos? Existem cânticos como também hinos que aparentam conter uma boa teologia, entretanto, sutilmente, estão desviando os crentes da sã doutrina. 

Uma aplicação importante deve ser feita. Em geral, as equipes de música escolhem os cânticos para o culto atraídas pela estética do arranjo instrumental, vocal e a beleza poética das letras. Mas, por não conhecerem profundamente as escrituras não sabem se possuem uma boa teologia ou contém alguma heresia. Acrescenta-se a isso, o fato de que muitos músicos são conhecidos pela falta de compromisso com a sua vida devocional (estudo da Palavra e oração). Não é só o pregador que deve ser estudioso da Palavra, mas todo crente, independente de seu ministério ou função na igreja, deve dedicar-se ao estudo da boa teologia. 

Ainda, outro aspecto a ser destacado, é o papel dos pastores na supervisão do culto, especialmente na área da música (foco do presente artigo). Caros nobres presbíteros da igreja, não proíbam apenas, mas ensinem a boa teologia aos seus membros! Mais do que isto, conscientizem sua igreja local da necessidade de se cantar cânticos e hinos que os envolva com a sã doutrina. Infelizmente, há muitos pastores que não se preocupam com o conteúdo cantado e tocado nos cultos, como também, existem alguns pastores zelosos com a doutrina em si, no entanto, não sabem cativar seus membros de modo que compreendam a necessidade de cantar as escrituras para produzir uma emoção e reflexão saudável e verdadeira na adoração pública.
 Sei que este é um caminho muito trabalhoso e difícil. Porém, é o modelo bíblico que devemos seguir para orientar e instruir nossas igrejas no que tange a música, como parte do culto aceitável a Deus. 

Creio que um dos desafios do uso correto da música na igreja é combater o pragmatismo religioso nos cultos solenes e sermos mais criteriosos com o que cantamos. A estética musical não pode adornar o culto e muito menos definir a sua teologia. Ao contrário, a boa teologia ensinada nas escrituras deve moldar tanto a letra como a estética da música no culto.