terça-feira, 7 de julho de 2015

JÁ PENSOU NISTO? UMA CONFISSÃO DE FÉ CANTADA PELA IGREJA BRASILEIRA!

Já faz algum tempo que a nossa igreja local e creio que muitas outras igrejas evangélicas brasileiras tem cantado este hino em seus cultos. Mas, de um tempo para cá, a letra deste hino tem me chamado a atenção, especialmente a ultima estrofe que diz:

"Não há mais culpa e nem pavor
Este é o poder de Cristo em mim
Jesus comanda o meu viver
Desde o início até o fim
Nenhuma força poderá 
de Sua mão me arrancar
Até com Ele eu me encontrar
No Seu poder eu viverei."

É nítido que todo este hino retrata um dos principias fundamentos da fé cristã que tanto os apóstolos, os pais da Igreja e também os reformadores trouxeram de volta ao coração da Igreja de Deus em sua história. Nos 5 solas da REFORMA PROTESTANTE, uma delas está mais do que evidente nesta música: Sola Cristu... Somente Cristo Salva. 

Talvez, os nossos irmãos americanos Keith Getty e Stuart Townend, que compuseram este hino, não imaginam como esta música se encaixa perfeitamente com a realidade do nosso país. Estamos diante de uma preciosidade da música cristã genuína. Não podemos em hipótese alguma desperdiçar a oportunidade que temos para ensinar as nossas igrejas o que de fato deveríamos desejar em nosso coração, mais do que qualquer outra necessidade terrena que nos angustia.

O sincretismo e o misticismo religioso é a cara do Brasil. Ninguém pode negar isto! Nem mesmo os evangélicos se libertaram da idolatria e feitiçaria que predomina em todas as regiões de nosso país. E eles também não podem negar esta constatação. Basta ver os elementos e as praticas em seus cultos e celebrações.

Por isso, o Brasil não precisa de um avivamento, mas, precisa de UMA URGENTE REFORMA RELIGIOSA. Este hino é claramente uma resposta, uma declaração, uma confissão de fé cantada à todos os brasileiros de que nenhuma força oculta, nenhuma outra forma de poder religioso poderá curar o nosso povo das mazelas que os oprimem.

Eu desejo que este hino seja um preâmbulo, os primeiros passos para mudanças radicais na convicção e na cultura dos evangélicos brasileiros. Meu desejo é que, quem sabe, este hino seja uma pequena contribuição para a conscientização do retorno aos fundamentos das doutrinas essenciais da graça. Quem sabe este hino se torne o canto oficial dos cristãos no Brasil. Quem sabe! Quem sabe!

Não precisamos fazer muita coisa. Apena ensine e cante com os irmãos e irmãs de sua igreja local. Apenas ensine-os a cantar hinos como este. Não precisamos de muita coisa, apenas cante as Escrituras. Cante a Palavra!


 

MODELO DE IGREJA PARA O SÉCULO XXI

Geralmente, uma igreja local tem departamentos ou ministérios em áreas como música, diaconia, ensino, sociedades internas como de senhoras, homens, adolescentes, jovens e crianças, evangelização e missões, aconselhamento, área social e outras que são possíveis como braço de apoio à vida e crescimento dela mesma. Entretanto, me chamou a atenção a dinâmica e estrutura da mega igreja Saddleback Church, a conhecida igreja do Pr Rick Warren (http://saddleback.com/).

Seus ministérios ou serviços "eclesiásticos" são nas seguintes áreas: Psicológica, Financeira, Espiritual, Relacional, Emocional, Vocacional e Educacional. Seu objetivo nestes segmentos internos de atividades e ministérios desta igreja é conduzir as pessoas a encontrarem solução ou uma vida bem sucedida nestas áreas. Rick Warren defende que a igreja deve ser um ambiente que proporciona as pessoas descobrirem os meios pessoais de ter um encontro com Deus. Isto significa que o ministério desta igreja é o ser humano como seus problemas e necessidades percebidas.

Rick Warren é autor de uma série de livros como "Uma Igreja com Propósitos" "Liderança com Propósitos" e "Uma Vida Com Propósitos". Nestes livros o autor propõe um modelo de implantação e crescimento de igreja tratando aparentemente de assuntos como comunhão, discipulado, adoração, ministério e evangelismo. Apesar dos assuntos serem de cunho bíblico, em seu conteúdo é extremamente pragmatico e omisso em temas essenciais como pecado, inferno, ira de Deus sob o pecador e arrependimento.

Diversas igrejas no Brasil usam este livro como base central de ministério e crescimento. A Primeira Igreja Batisa de São José dos Campos -SP (minha cidade natal e igreja que frequentei por um curto período) é oficialmente garoto propaganda deste modelo. Ela cresceu numericamente de 600 membros para mais de 3000 membros, pelo menos até o ano de 2004. Só um detalhe importante. No mesmo período em que ela cresceu quantitativamente, a Igreja Evangélica Assembleia de Deus de São José dos Campos estava sofrendo um grande cisma entre os seus mais de 20.000 membros espalhados pelas mais de 700 congregações locais. Muitos destes milhares de assembleianos, assim como eu, migraram para a PIB- SJC.

Quando era estudante de teologia, trabalhei em duas igrejas presbiterianas como seminarista influenciados por este material e filosofia de ministério e crescimento de igreja. Confesso inclusive que fui atraído e até mesmo cheguei usar um destes livros nos estudos bíblicos durante a semana. Quando lembro disso a única coisa que me vem a mente é: "DEUS, O QUE FOI QUE EU FIZ?" Sinto pelo fato de, naquela época não ter sido orientado, repreendido e supervisionado por um presbítero ou pessoa mais experiente e madura no conhecimento teológico reformado. Tanto eu como estas igrejas estávamos correndo sérios riscos em seu progresso espiritual e de fidelidade as Escrituras.

Pragmáticas e relativistas são o que se tornam as igrejas que mergulham fundo neste movimento de crescimento de igrejas pós modernistas. O efeito de tudo isto é uma igreja lotada de pessoas interessadas em resolver seus problemas pessoais e relacionais. Existem pessoas que fazem volume nestas igrejas sem compromisso algum mas apenas curiosas pelas preleções realizadas nestas igrejas (porque pregação da Palavra não é nem aqui e nem na China) ou pelo estilo de celebração que produzem em suas reuniões (porque culto não é nem aqui e nem na China), mas elas não tem em sua consciência do principal motivo que Deus determinou na Escritura: exaltar a pessoa de Cristo ou glorificar a Deus.

O modelo de igreja convencionada em nossos dias no século XXI está condicionada a centralizar o homem em todas as suas atividades e projetos, menos obedecer a Palavra no que diz respeito a centralizar Cristo em suas vidas seja no campo pessoal, profissional, relacional, emocional, financeiro e religioso.

Igrejas e Líderes de suas igrejas... voltem ao ponto central de seu ministério. Preguem e vivam a Palavra. Centralizem a pregação, o ensino e a prática fiel da Escritura!

Este é o verdadeiro proposito da vida cristã

quinta-feira, 28 de maio de 2015

OUÇA STUART TOWNEND

Este é o nobre irmão em Cristo, Stuart Townend, que tem produzido e composto hinos bíblicos e belíssimos para serem cantados congregacionalmente em nossas igrejas locais. Estas são apenas algumas músicas para você se deleitar e ensinar sua igreja local cantar: Cante a Palavra!






quarta-feira, 27 de maio de 2015

O RESGATE DO CANTO CONGREGACIONAL

Levando em conta que em toda a Bíblia por mais de 400 vezes Deus ordena o canto como elemento de culto, percebe-se que estamos perdendo uma das práticas que os reformadores resgataram as duras penas, sofrimento e amor por Deus e pela Igreja de Cristo. Se lêssemos com mais atenção um pouco da história desses homens no que diz respeito ao culto daríamos mais valor ao canto congregacional.

Aliás, provavelmente você não está familiarizado com a expressão 'canto congregacional' na mesma perspectiva que os nossos pais reformadores. A referência que temos desta atividade pode ser confundida com a ideia de um palco em destaque no auditório do templo, uma banda ou conjunto bem posicionado e distribuído destacando mais a figura do cantor ou cantora principal e toda a plateia obedecendo os comandos e as palavras de ordem de seus "ministros" de louvor.

A prática do canto congregacional foi um dos elementos que resgatou a participação de todos os membros da igreja no culto, algo que até meados do século XVI isso não era possível como desconhecido para aqueles dias. O sacerdócio universal de todos os crentes agora aplicável a cada membro de forma clara, didática e autoritativa por meio da adoração pública.

Na verdade, a ênfase nesta atividade no culto solene concentra-se apenas em cantar. APENAS CANTAR UNIFORMEMENTE. Nada mais pode estar em evidência senão o que está sendo coletivamente cantado. O mais importante no momento em que cantamos é o que professamos ou oramos. Sua atenção deve estar voltada no conteúdo e não nos adornos e arranjos que os instrumentos fazem quando se canta ,e, muito menos ainda, a atenção em quem os dirige. Aqui está a essência do que os reformadores propuseram em relação ao culto solene.

Veja algo importante. Todas as atividades por Deus prescritas como elementos de culto (oração, leitura publica das Escrituras, a música, pregação da Palavra e a ministração dos sacramentos) devem ser realizadas por toda a congregação. Até mesmo a pregação da Palavra, que mesmo, não contendo música e sendo uma atividade realizada apenas pelo ministro ordenado para a pregação da Palavra, todos atentamente a respondem com a sua atenção e exercício de sua consciência diante da lei de Deus.

Portanto, cantar não pode ser uma atividade quase que exclusiva da equipe de louvor de sua igreja local. Mais ainda, o cuidado que a igreja e seus pastores devem ter em relação a todos os adornos, arranjos, detalhes, seja dos moveis, objetos, posição dos músicos, dos cantores, dos instrumentos, o devido lugar do púlpito e quais objetos e elementos não podem em hipótese alguma serem inseridos no culto solene.

Em todos os momentos da liturgia é necessário cada uma daqueles elementos de culto. É necessário ler, orar e cantar. ao invocar o nome do Senhor: leia, ore e cante! Ao confessar os seus pecados: leia ore e cante! Ao atribuir louvores e dedicação ao Senhor, quando entregar seus dízimos e ofertas, quando participarmos da ceia do Senhor: LEIA A ESCRITURA, ORE E CANTE! Sendo assim, todos devem ler, cantar e orar. O culto é um serviço coletivo, nada ou ninguém pode se colocar em destaque na adoração a Deus.

Um outro ponto importante. Todos devem cantar juntos, toda a congregação, uniformes, convocados e orientados pelo seu ministro (o pastor da igreja) e auxiliados por aqueles que possuem técnica, habilidade e competência na área da música para orientar e guiar a igreja em um canto simples, agradável, modesto, alegre ou contrito quando exigido pelo momento, reverente e que expresse com fidelidade as doutrinas das Escrituras.